"Prévia" do PIB, IBC-Br sobe 0,09% em fevereiro

Recuperando-se da queda de 0,65% registrada no primeiro mês do ano, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), está com ajuste sazonal registrando um avanço de 0,09% na passagem de janeiro a fevereiro de 2018, também ficando acima da expectativa do mercado que apontava alta de 0,03% na comparação mensal. Em um ambiente de inflação e juros baixos, mas com desemprego em alta e mercado de trabalho ainda baseado na informalidade, as vendas varejistas encolheram 0,2 por cento em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve crescimento inesperadamente fraco de 0,1 por cento.

Os dados são o Índice de Atividade Econômica BC (IBC-Br), considerado a 'prévia do PIB' (Produto Interno Bruto).

A alta do IBC-Br ficou praticamente em linha com a mediana de 0,10 projetada pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Broadcast Projeções, que esperavam resultado entre -0,40% e +0,50%.

Para 2019, a estimativa é de alta de 3 por cento do PIB.

Com as quedas seguidas, a projeção dos economistas para a inflação em 2018 caminha em direção ao piso da meta deste ano, cujo centro está em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%. O Boletim Focus também reduziu a expectativa para o IPCA de 2019, o valor antes registrado em 4,09% passou para 4,07% e, segue abaixo da meta de 4,25%. Para o ano que vem, também houve manutenção em R$ 3,39.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus subiu de 3,41% para 3,56% ao ano.

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de 4,0% para 4,02% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,97%. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8% ao ano.

Quando a Selic aumenta, o objetivo do BC é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.


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