Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica da ONU

A declaração foi feita pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, que respondeu desta forma a informações que dão conta que a missão de inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi impedida de entrar na cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, para investigar o ataque químico que alegadamente atingiu aquela localidade no passado dia 07 de abril.

Citando "questões pendentes de segurança", a Síria e a Rússia continuam a impedir o acesso dos investigadores ao local, o que já levou o Ocidente a reforçar as críitcas ao governo de Bashar al-Assad e ao seu grande aliado. "Os resultados da investigação desmentirão as acusações" contra o regime de Damasco, disse uma fonte síria. Os ataques liderados por Washington, Paris e Londres aconteceram mesmo com a presença dos investigados da OPAQ na Síria.

"A Opaq chegou no sábado a Damasco". "Acesso sem restrições (é) essencial", disse.

Em retaliação aos supostos ataques químicos ocorridos em Duma no início do mês, os Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13). "A Rússia e a Síria ainda não autorizaram o acesso a Douma", declarou a embaixada britânica em Haia através de um tweet, exortando a OPAQ a "pedir contas aos autores do ataque em Douma" para que o mundo não arrisque "mais usos bárbaros de armas químicas, na Síria ou noutros locais". "Os russos podem ter visitado o local do ataque, e estamos preocupados que eles o tenham adulterado a fim de frustrar os esforços da missão da OPAQ de realizar uma investigação eficaz", afirmou Ken Ward, embaixador americano na OPAQ.


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