Avião da Chape teve alerta de emergência

Entre as conclusões apontadas como "determinantes para a apresentação deste infeliz acontecimento", o relatório afirma que a empresa LaMia, "planeou sem escalas este voo charter (transporte não regular de passageiros) entre Santa Cruz (Bolívia) e Rionegro (Colômbia); não cumpriu os requisitos de quantidade mínima de combustível exigidos nas normas internacionais, uma vez que não teve em conta o combustível necessário para voar para um aeroporto alternativo".

Os planos iniciais de voo previam uma escala entre Santa Cruz e o aeroporto de Medellín, mas a transportadora optou por um voo direto.

A Aeronáutica Civil da Colômbia deu ainda algumas recomendações no sentido de evitar que mais acidentes como este aconteçam, até porque o relatório concluiu que o acidente poderia ter sido evitado.

O avião que havia descolado da Bolívia caiu em Cerro El Gordo, a cerca de 2.600 metros de altura, no município de La Union. Pelo relatório da investigação oficial, tinha só 9,3 mil quilos. As autoridades responsabilizaram a empresa Lamia pela falta de combustível, fator determinante para a queda do avião que deixou seis feridos e 71 mortos em novembro de 2016. "Os quatro motores da aeronave pararam de funcionar, o que provocou a queda". Seria o jogo de ida, que não chegou a ser realizada. O avião da LaMia levava a delegação brasileira, com dirigentes, membros da comissão técnica e jornalistas. O avião caiu em um local de difícil acesso e perto do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín, enquanto seguia para pouso. "A quantidade mínima de combustível deveria ser 11.603 quilo", explicou o coronel Miguel Camacho, que chefiou a investigação.


Outras das conclusões foi que, 40 minutos antes do acidente, a aeronave já estava em emergência por falta de combustível e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros.

A investigação assegura também que toda a tripulação era experiente e apresentava toda a documentação necessárias para o voo, embora a companhia aérea boliviana Lamia à qual pertencia o avião estivesse numa situação financeira precária: ordenados em atraso e má organização dos voos.

Além disso, como já havia sido apontando em relatório preliminar, a aeronave LMI 2933 estava com pouco combustível. Iniciou no futebol na escolinha do São Paulo, com 7 anos. Também defendeu as cores do Comercial e, em seguida, do Botafogo. A morte de ambos foi confirmada no dia da queda.


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