Instalação de teste nuclear da Coreia do Norte ainda é utilizável — EUA

Depois da cimeira entre o Norte e o Sul, espera-se agora outra cimeira histórica entre Kim e Trump. Depois que os dois apertaram as mãos enquanto a cúpula já estava em andamento, Kim e Moon se abraçaram.

Os dois líderes acordaram com a desnuclearização e com o compromisso da paz. Sem tratado, os dois países seguem tecnicamente em guerra.

Então, quando Kim estendeu a mão e sorriu para o presidente sul-coreano Moon Jae-in nesta sexta-feira (27), a cena dificilmente poderia ter sido mais surreal.

A Casa Azul revelou ainda que o líder da Coreia do Norte afirmou no encontro que não é "o tipo de pessoa que dispara armas nucleares". "Coisas boas estão acontecendo, mas só o tempo dirá", afirmou ele. O Kremlin comemorou "novidades muito positivas". Disse também que Kim Jong-un se comprometeu a tornar público o processo, autorizando especialistas e jornalistas a acompanhar o desmantelamento. Kim também disse que a delegação de seu país que visitou a Coreia do Sul durante a Olimpíada de Inverno voltou impressionada, em especial com o trem-bala do vizinho.

A reunião de hoje também abordou a questão das famílias separadas pela guerra.

Em um momento surreal de um dia repleto de simbolismos, Kim e Moon deixaram seus assessores e caminharam lado a lado em direção ao banco de um parque, onde conversaram por mais de meia hora.


Ao longo de 2017, Pyongyang avançou como nunca em seu programa militar e testou, com sucesso, mísseis intercontinentais capazes de atingir o território dos Estados Unidos, além de ter realizado a detonação nuclear mais potente de sua história, supostamente com uma bomba de hidrogênio.

Leia mais: Um prêmio Nobel para Trump e Kim.

Inicialmente, Washington tinha adiantado como data provável para o encontro finais de maio ou inícios de junho.

Trump exigiu que o Norte renuncie a suas armas nucleares e que a desnuclearização seja total, verificável e irreversível.

Neste sábado, a agência oficial de notícias KCNA declarou que o "encontro histórico abriu uma nova era para a reconciliação nacional e para a unidade, a paz e a prosperidade".

O Comité Nobel norueguês, encarregado de escolher anualmente o prémio da Paz, começou em fevereiro uma investigação sobre uma possível falsa nomeação a este galardão em nome de Trump, o que levou alguns simpatizantes do Presidente norte-americano, incluindo o congressista Luke Messer, a pedir formalmente o Nobel para Trump devido à Coreia do Norte. Também anunciou o fechamento das únicas instalações conhecidas de testes atômicos. "Pela primeira vez em nossa História, você cruzou a linha de demarcação. Somos irmãos", disse o líder norte-coreano, sorridente.


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