Marcelo lamenta saída dos EUA do acordo com Irão

"O Irã está submetido ao regime de verificação nuclear mais rígido do mundo sob o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, o nome oficial do acordo nuclear na sigla em inglês), que é uma grande contribuição para a verificação (nuclear)", acrescentou o japonês.

No final da intervenção no debate quinzenal, no parlamento, a coordenadora do BE, Catarina Martins, recordou que "Donald Trump decidiu retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão", o que considerou ser "um erro e perigoso", considerando estar-se perante uma situação à qual "Portugal não deve ficar indiferente".

Entenda: O que é o acordo nuclear com o Irã e por que ele é criticado?

Ele também citou as mudanças bruscas ocorridas na Síria, onde Trump disse que queria tirar as tropas americanas e dois dias depois efetuou bombardeios.

Este acordo foi assinado também pela Alemanha, China, Reino Unido, Rússia, França e Irão e visava o levantamento progessivo das sanções ao Irão, com a contrapartida de Teerão não fabricar mais armas nucleares.

Federica Mogherini, chefe de política externa da União Europeia, disse que o bloco continuará "comprometido com a implementação total e efetiva do acordo nuclear" enquanto o Irã mantiver o pacto.


O líder supremo também exigiu que os países europeus apresentem "garantias reais" ao Irã para que o país permaneça no acordo sobre seu programa nuclear.

Como parte da decisão, os EUA também irão restabelecer sanções econômicas ao Irã.

"A região merece mais do que uma nova desestabilização provocada pela retirada americana". A decisão concretiza promessa de campanha, mas contraria as vontades dos principais aliados do país.

"Em termos históricos, os presidentes iranianos estão sempre mais fracos nos segundos mandatos. Khamenei prefere um presidente mais fraco e Rouhani vai completar o último mandato como uma carta fora do baralho", referiu um diplomata iraniano sob anonimato, em declarações à agência Reuters.

Entre essas medidas, Rohani advertiu que o Irã pode voltar a enriquecer urânio a "nível industrial".

Na altura, a desconfiança mútua e a ascensão de um Presidente conservador, Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, levaram ao colapso do primeiro acordo entre o Irão e os vários países europeus. Como lembrava a BBC, depois da assinatura do acordo, em 2015, as trocas entre a França e o Irão triplicaram.


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