PF deflagra operação contra o desvio de recursos para merenda escolar

A operação foi batizada de Prato Feito. As medidas foram expedidas, a pedido da PF, pela 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo e pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). A investigação teve início a partir de informação apresentada pelo Tribunal de Contas da União.

Os grupos criminosos agiriam em 30 municípios por meio de lobistas que atuavam junto às prefeituras para direcionar licitações de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

O esquema envolveria 85 pessoas: prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e agentes públicos e privados, suspeitos de fraudar 65 contratos, que somam mais de R$ 1,6 bilhão, segundo a Controladoria Geral da União.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa e corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de 1 a 12 anos de prisão.

A Polícia Federal informou que dois mandado de busca seriam feitos na cidade.


Entre os mandados cumpridos, os agentes foram em endereço do prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB).

Prefeitos e secretários municipais de Educação eram procurados com propostas de vantagens ilícitas em troca da terceirização da merenda nas escolas.

Durante o trabalho da PF, a Prefeitura recebeu os policiais federais e colocou à disposição todos os documentos solicitados a respeito de contratação de fornecedores de alimentação escolar.

"O grupo estipulava, nas licitações, valores de lances em que cada uma das empresas seria vencedora".

O G1 entrou em contato com as prefeituras de Águas de Lindoia, São Sebastião, Monte Mor, Mauá, São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Barueri, Embu das Artes, Jaguariúna, Laranjal Paulista, Itaquauqecetuba, Mairinque, Sorocaba, Votorantim, Várzea Paulista, Tietê, Cosmópolis, Tietê, Araras, Caconde, Leme e Pirassununga, e aguarda um posicionamento. Por meio de pagamento de propinas, editais eram elaborados com inclusão de cláusulas restritivas que beneficiavam o cartel e direcionavam a concorrência.


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