Preço da cesta básica cai 2,58% e custa R$ 378,98 em Fortaleza

O preço da cesta básica no Rio de Janeiro e em São Paulo são os mais caros do Brasil em abril, segundo levantamento divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), nesta quarta-feira (9).

De acordo com o relatório do órgão, o custo total dos itens básicos para o consumidor brusquense em abril ficou em R$ 367,64, o que é 0,19% menor do que o registrado em março deste ano. As quedas variaram entre -11,45%, no Rio de Janeiro, e -0,50%, em Salvador. O valor médio do feijão retraiu em média 3,39%, do arroz com 1,75% a menos e da manteiga que caiu 1,43%. As maiores quedas ocorreram em João Pessoa (4,02%), Recife (2,73%) e Fortaleza (2,58%), enquanto houve alta em Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%), Aracaju (0,77%) e Manaus (0,66%).

O salário mínimo necessário para adqirir a cesta básica necessário deveria ser de R$ 3.899,66, 4,16 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954. Sete produtos apresentaram alta, quatro tiveram queda e um ficou estável no mês analisado.

No período de 12 meses, o valor do açúcar apresentou taxas negativas em todas as capitais, com destaque para Goiânia (39,06%), Salvador (34,53%) e Vitória (33,06%). Apesar da pressão dos usineiros para elevar o preço do produto, no varejo, o valor segue em queda na maior parte das capitais.

O preço do óleo de soja diminuiu em 15 capitais, entre março e abril.


(5,41%). As quedas ficaram entre 2,07% em Florianópolis e 0,27%, em João Pessoa. As quedas oscilaram entre -25,84%, em João Pessoa, e -2,92%, em São Paulo.

O valor do litro de leite aumentou em 18 cidades, com altas entre 0,71%, em Belém, e 8,12%, em Belo Horizonte. A disponibilidade de arroz esteve baixa, devido à retração da produção, e a demanda das indústrias pelo grão seguiu firme, o que provocou alta nos preços pagos ao produtor.

Com redução de 7,29%, o tomate foi o produto que mais influenciou no resultado final. São necessárias 75 horas e 2minutos de trabalho. Em abril de 2017, a jornada era de 104 horas e 47 minutos.

A entidade aponta que o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu 43,11% de seu rendimento líquido (com o desconto previdenciário) para comprar os produtos da cesta.


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