Adão Silva esclarece que PSD apenas "sugeriu" demissão do ministro da Saúde

O ministro da Saúde disse esta sexta-feira que a sua demissão, pedido feito hoje pelo PSD "não tem nenhum sentido" e considerou que o deputado social-democrata estava a fazer "campanha eleitoral".

Sob fogo cerrado não apenas da direita mas também do Bloco de Esquerda e do PCP (foram os comunistas a pedirem o debate desta manhã), Adalberto Campos criticou o "oportunismo populista" do PSD e o "número mediático" que considera ter sido a exigência feita pelo deputado social-democrata. "Face ao descalabro em que está instalado o Serviço Nacional de Saúde, a única atitude séria que se podia esperar do senhor ministro da Saúde era a sua demissão hoje, aqui e agora".

Quando questionado sobre o repto lançado por Baptista Leite, o líder do PSD, Rui Rio, afirmou que as demissões de ministros "dependem do primeiro-ministro". "Se o ministro da Saúde é um mero delegado do ministro das Finanças, é porque temos um primeiro-ministro irresponsável que o permite, que assiste impávido e sorridente à destruição progressiva dos serviços", afirmou, acusando o atual Governo de ter transformado "o Serviço Nacional de Saúde no Serviço Nacional da Doença". "Primeiro, Baptista Leite disse que o que quis dizer no Parlamento foi que "o senhor ministro tem de avaliar se tem condições para continuar", já que não tem assumido o papel de liderança no Serviço Nacional de Saúde, deixando para o ministro das Finanças".

Questionado se as afirmações do presidente do PSD não desautorizam a bancada, o vice-presidente da bancada do PSD negou.


Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Adalberto Campos Fernandes desvalorizou a situação: "Já estamos habituados". "Quando o PSD quiser fazer um pedido de demissão direta, fará".

No final do plenário, os jornalistas aguardavam o líder da bancada do PSD junto à entrada do seu grupo parlamentar, mas foi Adão Silva que se disponibilizou para responder à comunicação social sobre esta matéria, tendo Fernando Negrão saído do plenário pela porta contrária. Há uma sugestão ao ministro da Saúde para que, em função das circunstâncias, repense a sua presença no Governo. Para lá disso, o líder social-democrata advertiu que pedir demissão "não é propriamente" o seu "estilo".

Não é, nunca foi essa a ideia. Segundo o ministro, "o populismo tem limites".


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