Caixa não quer ser o único a divulgar maiores devedores

A medida que vai forçar os bancos a aplicar juros negativos no crédito à habitação não terá grande impacto nas contas da Caixa Geral de Depósitos.

O banco público teve lucros de 68 milhões no primeiro trimestre, confirmando que a Caixa "está no caminho da rendibilidade, eficiência e qualidade dos ativos", afirma o banco em comunicado.

"A informação altera os nossos próprios modelos de negócio e forma como nos relacionamos com os clientes". Paulo Macedo diz que o impacto na CGD será bem menor que isso. As comissões e serviços cresceram para 116 milhões de euros - resultantes do aumento da actividade de seguros, actividades de títulos e activos, e "comissões diversas" -, e as provisões e imparidades foram reduzidas a 88%, passando de 108 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017 para 13 milhões no período homólogo de 2018. Mas ainda assim, garante que a "Caixa é quem cobra as comissões mais baixas do mercado", referiu. O rácio de créditos problemáticos (empréstimos não performantes) já está ligeiramente abaixo dos 12% acordados com a Comissão Europeia no âmbito da recapitalização pública.

Os custos estruturais do grupo caíram 11% para 297 milhões de euros. No final do março contabilizou 7521 trabalhadores.

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse esta quinta-feira que o banco não aceita ser discriminado negativamente e ser o único a ser solicitado os dados dos maiores devedores.


Se vai haver uma alteração, "a Caixa irá cumprir até à exaustão".

"O que a CGD não aceita é ser discriminada negativamente".

Paulo Macedo explica que a medida só será aplicada em contratos que têm spreads até 0,40%, portanto "apenas impactará os melhores clientes".

Os administradores do banco público aproveitaram, também, esta conferência de imprensa para anunciar que foi obtida uma autorização das entidades europeias que pode permitir que a Caixa possa poupar, "em breve", entre 17 milhões e 20 milhões de euros.


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