IPCA de abril sobe 0,1% pp ante março e fica em 0,22%.

O IBGE mostrou nesta quinta-feira que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,22%, ficando 0,13 ponto percentual acima do resultado de março (0,09%).

A taxa de inflação nos Estados Unidos subiu de 2,4%, em Março, para 2,5%, em Abril, o nível mais elevado desde Fevereiro do ano passado, e em linha com as estimativas dos economistas. No acumulado do ano, a inflação soma 0,92%, o menor desde o início do Plano Real.

Depois de saúde e cuidados pessoais, os grupos que registraram os maiores aumentos de preços foram vestuário (0,62%) e artigos de residência (0,22%). Em 12 meses, o IPCA acumulou avanço de 2,76%, abaixo da mediana, de 2,82%, com base num intervalo de 2,76% a 2,89%.

No grupo dos transportes, as altas do conserto de automóvel (1,31%) e da gasolina (0,26%) compensaram as quedas do etanol (-2,73%) e das passagens aéreas (-2,67%), levando o grupo a apresentar, na média, estabilidade nos preços de março para abril.


Dois itens do segmento de saúde pressionaram a inflação.

Os gastos com saúde e cuidados pessoais ficaram 0,91% mais caros. O grupo Comunicação recuou 0,07%, com queda de 2,04% em aparelhos telefônicos. "A troca de coleção influenciou principalmente as roupas femininas, que ficaram, em média, 1,66% mais caras", disse o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves. No Rio de Janeiro, esses reajustes referem-se às duas concessionárias e, em Porto Alegre, a apenas uma das concessionárias que operam naquela região metropolitana. A alta foi pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde.

Na alimentação no domicílio, cebola (19,55%), hortaliças (6,46%), leite longa vida (4,94%) e frutas (2,95%) registraram alta.

A alimentação fora de casa, no entanto, teve deflação (queda de preços) de 0,22%.


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