Procurador-geral de SP tira investigação contra Alckmin de promotoria

Após o desligamento do cargo, o político teve seu inquérito enviado para o Ministério Público Estadual, que investiga o caso através da promotoria de Patrimônio Público e Social. Caso seja condenado, Alckmin, que disputará eleição ao Planalto em outubro, pode perder os direitos políticos. A requisição de Smanio permitiu a Alckmin ganhar tempo: o caso está paralisado até que o procurador-geral defina o destino da apuração.

O nome de Geraldo Alckmin aparece nas delações premiadas de três executivos da Odebrecht.

Giampaolo Smanio, o procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, retirou da promotoria do Patrimônio Público do estado uma investigação que apura supostas ilegalidades cometidas pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à presidência da República. Segundo depoimentos, o tucano teria recebido dinheiro não declarado para as campanhas de 2010 e 2014.

"R$ 10 milhões em caixa dois pelo sistema de operações estruturadas da Odebrecht", diz Benedicto Barbosa Jr.na delação.


Sobre as críticas do promotor Ricardo Castro, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, voltou a dizer que tomou a decisão de requisitar o inquérito com base na Lei Orgânica do Ministério Público, e que ainda vai decidir quem ficará com o inquérito. Conclui ainda com a afirmação de que a manifstação de Smanio vem na contramão das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em restringir o foro privilegiado.

Como governador, Alckmin tinha foro privilegiado e o caso foi para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, em 2017. No entanto, Alckmin renunciou ao governo do estado no dia seis de abril e, com isso, perdeu o foro por prerrogativa de função.

Castro afirmou, ainda, que, por uma questão de transparência e lealdade e com a independência funcional que tem, considera indevida a reivindicação do procurador-geral de Justiça. Já o tucano Geraldo Alckmin, por meio de nota, negou as acusações, disse que não solicitou o arquivamento do caso e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

O promotor encerra dizendo que vai informar ao Conselho Nacional do Ministério Público que Smanio não respeitou as atribuições dele como promotor do caso.


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