Mercado reduz projeção de crescimento do PIB de 2018 para 2,51%

A estimativa está abaixo do centro da meta que é 4,5% este ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O encontro segue até o dia seguinte, quando será anunciada a taxa Selic. "Naquele momento, o BC via que as expectativas para o IPCA caíam, ampliando a distância em relação à meta de 4,5%", lembra.

Para alcançar a meta, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central do Brasil, a projeção para o aumento do PIB de 2018 saiu de 2,70, registrada na semana passada, para 2,51% nesta semana.

Para o próximo ano, os economistas do setor financeiro continuam especulando o crescimento de 3 pontos percentuais para o PIB, conforme indica o levantamento. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. A próxima reunião do Copom acontece nesta terça e quarta-feira.


- 2018: estimativa mantida em 6,25% até ao final do ano. Em 2019, a expectativa é que a Selic volte subir e encerre o período em 8% ao ano.

De acordo com analistas, a alta do dólar ocorre devido à expectativa de aumento mais intenso dos juros nos Estados Unidos, o que o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, além das incertezas sobre as eleições no Brasil e a crise na Argentina, com pedido de empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para 2019, a projeção do Focus para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,40, ante R$ 3,39 na previsão de quatro pesquisas atrás. Para 2019, a previsão permanece em 3%.

- 2018: estimativa subiu de R$ 3,37 para R$ 3,40. Se por um lado, os dados de atividade pesam a favor do novo corte da taxa básica, de outro, "as perspectivas para a taxa de câmbio diminuem o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas, o que tenderia a reduzir a necessidade de maior flexibilização".


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