Pedida nova prisão de Paulo Preto, apontado como operador do PSDB

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira (11) um habeas corpus e mandou soltar o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Souza faltou a audiência nesta 2ª feira (14.mai.2018), o que foi considerado 1 desrespeito pelo Ministério Público Federal.

O ministro também suspendeu um interrogatório de Preto que estava marcado para a próxima segunda-feira.

Para a procuradora Adriana Scordamaglia, "não há justificativa para a sua ausência".


"Deixar passar em branco tal desídia significa desacreditar que a Justiça de Primeira Grau tem extremado valor para todo o sistema jurídico brasileiro", afirma. Ela argumenta que o HC concedeu a liberdade, mas não o dispensou de comparecer aos atos do processo. A procuradora frisou que o processo tramita na primeira instância e que "quem tem o poder para dispensá-lo é o juiz natural da causa". "Assim, surgindo fato novo, independente dos já declinados no pedido de prisão preventiva que ainda persistem, o MPF manifesta-se pela nova decretação da prisão preventiva do acusado para garantia da instrução processual, da ordem pública e conveniência da mesma".

Vilela, ex-chefe da área de Assentamento da Dersa, foi um dos denunciados (formalmente acusados) por desvios de R$ 7,7 milhões nas desapropriações do trecho sul do Rodoanel.

O advogado de Souza, André Luiz Gerheim, afirmou que ele não foi à audiência porque Gilmar Mendes determinou que a Justiça Federal não iniciasse a instrução processual antes da apreciação das respostas da acusação.


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