Empresário é preso no Recife durante operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Efeito Dominó, com o objetivo de reunir informações sobre lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

De acordo com artigo publicado na Fórum, em 2016, por Helena Sthephanowitz, há no caso um buraco mal explicado, ou seja, saber "porque alguns investigados só saem da cadeia em Curitiba quando delatam qualquer coisa, quase sempre com efeitos políticos que atingem a atual base governista federal (na época o governo Dilma), enquanto outros que tinham informações que atingem a oposição tucana foram mandados para casa em silêncio, ganhando benefícios como redução de multas, suspensão e extinção de penas?".

Ceará foi preso em João Pessoa, na Paraíba. Os acusados haviam firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República, homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

A ação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum, deflagrada no ano passado e que resultou na prisão de Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, que, segundo a PF, é um dos maiores traficantes da América do Sul.


Ele e outras sete pessoas foram presos em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Nesta terça, cerca de 90 agentes cumpriram 26 ordens judiciais - 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária.

A denominação desta operação faz referência ao fato de existir uma espécie de efeito cascata dentro do tráfico internacional de entorpecentes, pois se trata de um crime que mobiliza diversas frentes para movimentar recursos financeiros em espécies no país a partir da intervenção de operadores financeiros, mais conhecidos como 'doleiros'. O termo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o delegado Roberto Biazolli, na delação homologada pelo STF, o doleiro Ceará disse que a liquidez que ele tinha de recursos para abastecer o doleiro Alberto Youssef vinha de negócios lícitos. Aécio negou a afirmação.

Ceará ainda citou a entrega de dinheiro a outros políticos, entre eles, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Ao menos oito pessoas foram presas, entre elas o doleiro da Lava Jato Carlos Alexandre, conhecido como Ceará, que já havia feito acordo de delação premiada, o qual pode ser revisto agora.


Popular

CONNECT