Palestinos enterram mortos após dia mais sangrento de protestos em Gaza

As autoridades de saúde palestinianas pediram ao Egito que enviem medicamentos e material médico de emergência aos hospitais da Faixa de Gaza, assim como equipamentos médicos especializados em cirurgia vascular, ortopédica, anestesia e terapia intensiva, e também solicitaram autorização para a saída de feridos para que sejam atendidos em centros especializados no Egipto.

Ontem (14) à noite, a França anunciou que o presidente Emmanuel Macron vai conversar hoje (15) com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. A medida abalou o mundo árabe e os aliados ocidentais.

O porta-voz do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Jens Laerke, confirmou que Israel segue "controlando" a saída desde Gaza e que a situação sanitária é "uma tragédia" dada a falta de capacidade para atender "centenas de feridos" e que estão ficando sem materiais essenciais e ficarão sem combustível em menos de uma semana.

A Venezuela apoia a "justa causa do povo palestiniano e do seu direito de regressar aos territórios que historicamente lhe pertenceram" e une-se "à dor e ao luto" dos familiares das vítimas, fazendo ainda "votos de pronta recuperação dos milhares de afetados", indicou.


As forças de segurança israelenses estão se preparando para dezenas de milhares de palestinos protestando nesta segunda-feira não só na Faixa de Gaza, que está sob o bloqueio israelense, mas também na Cisjordânia, ocupada contra a abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém à tarde. O comunicado alerta que foi o "maior número de mortos palestinos" em um só dia.

Já o Irã afirmou que os dirigentes israelenses deveriam ser julgados como "criminosos de guerra" pelo "massacre" na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

"De acordo com as próprias declarações do Hamas e as informações que possuímos, o Hamas tenta realizar uma série de ataques terroristas, entre eles a infiltração em massa em Israel de vários pontos, que visa prejudicar os cidadãos de Israel e as forças de segurança", acrescentaram as forças israelitas na nota.

A União Europeia pediu "máxima moderação" depois das mortes em Gaza. O porta-voz da Casa Branca, Raj Shah, disse: "A responsabilidade por essas trágicas mortes cabe ao Hamas, que está intencional e cinicamente provocando isso". A Liga Árabe marcou reunião para quarta-feira (16). Medida celebrada por muitos em Israel, mas considerada um passo insensato por boa parcela da comunidade internacional, assim como para parte dos judeus que apoiam a solução de dois Estados para o conflito.


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