Ambiente dá luz verde a prospeção de petróleo em Aljezur - Reportagem RTP

"O consórcio Eni/Galp pode fazer o furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur a partir de 15 de setembro". A perfuração durará cerca de quatro dias, mais três dias para a mobilização e o posicionamento dos meios.

O governo português decidiu que, até ao fim da legislatura, não vão ser emitidas mais licenças com vista à pesquisa de petróleo no mar português.

A pesquisa e eventual exploração de hidrocarbonetos em terra e no mar, no Algarve, tem vindo a ser alvo de intensa contestação no Sul do país, juntando a uma só voz associações ambientalistas, movimentos de cidadãos, autarquias, associações empresariais, pessoas singulares e empresas, Região de Turismo, bem como partidos.

O consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni (70%), que integra a portuguesa Galp (30%), estava contratualmente obrigado a realizar a primeira sondagem de pesquisa até 31 de janeiro de 2018, mas atrasos na aprovação do relatório sobre riscos graves e na emissão de licença (título de utilização privativa do espaço marítimo, conhecida como TUPEM) condicionaram o calendário previsto.


A mais recente posição de força tomada pelo Algarve ocorreu em finais de Fevereiro, em Loulé, quando a região se uniu para dizer um sonoro e definitivo "Não!" à prospeção e exploração de gás e petróleo ao largo de Aljezur "e em toda a costa portuguesa". "Este projecto não carece de avaliação de impacte ambiental, nos termos da lei", disse Nuno Lacasta, presidente da APA, esta quarta-feira, em Lisboa.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, também presente na conferência de imprensa, invocou que para Portugal cumprir essa meta terá de reduzir, por ano, a importação de 78 milhões de barris de petróleo para 10 a 15 milhões, alertando para a dependência do transporte marítimo e aéreo deste combustível fóssil.

E quando da execução do furo, acrescentou, serão implementados vários planos e medidas de salvaguarda ambiental.


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