Jogadores acreditam que "terrorismo" em Alcochete foi "encomenda" de BC — Sporting

A Polícia Judicial de Portugal realiza nesta quarta-feira uma operação de busca e apreensão nos escritórios do Estádio José Alvalade, do Sporting, por suspeitas de corrupção no clube, que suspendeu o treinamento de seus jogadores, após os mesmos terem sido agredidos ontem por vários torcedores da equipe.

"Não posso aceitar que a segunda figura do Estado tenha sido mais taxativo e belicista, fazendo-me uma crítica violentíssima, não tendo a mínima noção do cargo que ocupa e da sua condição de sócio do Sporting Clube de Portugal".

Na quarta-feira, o presidente da Assembleia da República condenou a "situação gravíssima" de violência no treino de futebol do Sporting e apelou a "medidas sérias" da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e do Governo.

Um grupo de aproximadamente 50 torcedores invadiu o centro de treinamento do Sporting, agredindo jogadores e comissão técnica e agravando a crise em todos os níveis do clube lisboeta.

Com dias difíceis à frente do Sporting, mas com pouca vontade de se demitir, o presidente leonino parece ter no pai, Rui de Carvalho, um dos principais apoios, como o próprio vai subtilmente dando a entender nas redes sociais.


Para Bruno de Carvalho, o chefe de Estado está a imputar-lhe "responsabilidade" neste caso, algo que negou de forma veemente.

No mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa disse sentir-se "vexado" com os incidentes e questionado sobre se vai no domingo à final da Taça de Portugal, no Jamor, o Presidente da República respondeu apenas: "Para já não quero dizer mais nada". A SÁBADO teve acesso ao comunicado integral enviado esta manhã pelo presidente do Sporting.

Bruno de Carvalho concluiu a nota com "três desejos": "que quem cometeu este ato terrorista seja severamente punido, que quem cometeu atos 'criminosos' contra mim seja punido e que o Sporting Clube de Portugal consiga conquistar a 17.ª Taça de Portugal".

Na sequência da invasão à Academia 'leonina', a GNR deteve 23 suspeitos, apreendeu cinco viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube.

Segundo um comunicado do juiz de instrução criminal do tribunal do Barreiro, distribuído cerca das 20h15 de quarta-feira, os arguidos foram "devidamente identificados e tomaram conhecimento dos factos que lhes são imputados". "Não podemos de forma alguma pactuar com atos de vandalismo e agressão a atletas, treinadores e staff do Futebol Profissional, nem com atitudes que configuram a prática de crime que em nada honram e enobrecem o Sporting Clube de Portugal".


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