PF entrega laudo sobre sítio

De acordo com a polícia, os dados são íntegros e autênticos.

O documento, revelado por Crusoé, foi anexado hoje aos autos da ação penal sobre a reforma do sítio de Atibaia.

De acordo com a UOL, a Odebrecht afirmou em nota que está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua.

Lula é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) por receber propina por meio das reformas no sítio, feitas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e pelo pecuarista e amigo do ex-presidente, José Carlos Bumlai.

Costa Júnior entregou ao juiz Sérgio Moro uma planilha no mesmo valor, em novembro de 2017 e, segundo o engenheiro, o pagamento teria saído do departamento de propinas da empreiteira.

O laudo identificou 2 pagamentos de R$ 300 mil e R$ 400 mil que totalizam os R$ 700 mil usados em Atibaia.

A obra é a mesma cujo nome aparece nos documentos apresentados pelo engenheiro da Odebrecht à Justiça Federal no Paraná. "A principal conclusão obtida, por meio da análise científica dos dados, é que o caso tem ligação com a Petrobras", afirmou Marcos Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).


Apesar disso, segundo os peritos da PF, não existe menção direta aos termos "Atibaia", "Sítio" e "Santa Bárbara" nos documentos enviados.

No entanto, de acordo com peritos, não há no sistema alguma referência que o dinheiro foi redirecionado à obra do sítio em Atibaia.

Confira AQUI a íntegra do laudo da Polícia Federal que mostra como a Odebrecht gerava recursos "extras" de diferentes obras para formar um caixa único, depois usado para o pagamento de propinas a políticos como Lula. A defesa do ex-presidente Lula nega que ele tenha recebido benefícios ou vantagens indevidas.

Busca-se com isso, uma vez mais, contornar os critérios legais de competência por meras referências, sem qualquer base concreta, a valores provenientes da Petrobras, exatamente como fez a denúncia.

"A acusação se reportou a 7 contratos específicos da Petrobras".

O laudo pericial, nessa perspectiva, buscou criar uma nova fórmula em branco para a escolha da jurisdição de acordo com a conveniência dos agentes envolvidos, o que colide com a garantia constitucional do juiz natural (CF/88, art. 5º, LIII) e por isso é inaceitável.

"Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida da Odebrecht ou de qualquer outra empresa".


Popular

CONNECT