PF prende delator da Lava Jato em operação contra lavagem de dinheiro

Mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele continuava com suas operações ilegais.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação 'Efeito Dominó', que atua no combate à lavagem de dinheiro emergente do tráfico internacional de drogas.

Nas investigações, a polícia verificou a atuação de dois doleiros já conhecidos em operações anteriores, como a Farol da Colina (caso Banestado) e a Lava Jato. "O Cabeça Branca era muito restrito, eram poucas as pessoas que tinham contato direto com ele". Segundo ele, na maioria das vezes, os "clientes" não sabem a origem do dinheiro que estão recebendo.

A organização criminosa liderada por Rocha tinha perfil de extrema periculosidade e violência, segundo a PF, e utilizava escoltas armadas, ações evasivas, carros blindados, ações de contra vigilância a fim de impedir a proximidade policial, porte de armas de grosso calibre, bem como o emprego de ações violentas e atos de intimidação para se manter em atividade por aproximadamente 30 anos no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. As investigações demonstram robustos indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos "clientes dos doleiros" investigados.

A suspeita de ligação veio à tona com o doleiro Carlos Alexandre de Souza, o "Ceará", que já foi alvo de outras investigações e que celebrou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Lava-Jato. Todas essas operações são realizadas sem a devida comunicação às autoridades bancárias e fiscais dos países envolvidos.


Luiz Carlos da Rocha está preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ele ainda responde a outros processos na Justiça Federal. Além de mandar o dinheiro para o exterior e converter o dinheiro em real, a dupla também comprava imóveis para Cabeça Branca.

A primeira fase foi a prisão de Cabeça Branca, em julho do ano passado, após ele ficar quase três décadas foragido no Brasil e no Paraguai, onde mantém pelo menos sete fazendas e financiava até candidaturas políticas.

O título de "embaixador do tráfico" atribuído a Cabeça Branca foi atribuído ao narcotraficante pela forma como ele se relacionava com fornecedores e compradores da droga que ele intermediava.

Segundo o delegado Elvis Secco, atualmente nos Estados Unidos investigando um braço da quadrilha do traficante em território americano, Cabeça Branca teria usado cerca de 200 nomes (entre pessoas físicas e jurídicas) para lavar cerca de R$ 100 milhões entre 2014 e 2017, apenas no Mato Grosso.


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