Ponte da Crimeia surge no Google Maps com atraso

Ao volante de um caminhão e usando jeans, o presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou nesta terça-feira uma ponte rodoviária e ferroviária ligando a região de Taman, no sul da Rússia, à Crimeia - península no Mar Negro de maioria russa que, depois de ter sido cedida à Ucrânia pela antiga União Soviética, foi anexada por Moscou em 2014.

- Reduzir o isolamento -Em entrevista à AFP, o primeiro-ministro ucraniano, Volodymyr Groïsman, acusou a Rússia de "pisotear o Direito Internacional" com essa ponte.

A nova ponte, com 19 quilómetros de comprimento, foi hoje inaugurada com Putin ao volante de um camião pesado de cor laranja, consigo ao volante.

Atrás do camião utilizado nos trabalhos de construção da ponte, e acompanhado por vários trabalhadores, seguiu cerca de uma dezena de outros camiões e automóveis ligados às obras, às autoridades e à segurança da Rússia.

Durante uma visita em março, alguns dias antes de sua reeleição à Presidência, Putin exigiu que a ponte fosse entregue já em maio "para que as pessoas pudessem aproveitar a temporada de verão".

Os Estados Unidos condenaram a ação considerando que "a construção da ponte na Rússia serve como uma recordação da disposição contínua do país de burlar o direito internacional".


A ponte, que inclui quatro pistas para veículos - duas em cada direção -, será aberta para o público amanhã, e duas vias de trem - uma em cada direção - que deve começar a operar no final de 2019.

"Para a União Europeia, a obra "constitui mais uma violação" da soberania da Ucrânia". A Rússia construiu aquela infraestrutura "sem o consentimento da Ucrânia", frisou uma porta-voz do serviço de ação externa da UE. Mas o governo da Ucrânia, soberano da Crimeia até a invasão russa de 2014, protestou.

A anexação da Crimeia pela Rússia gerou sanções internacionais a Moscou, deteriorando as relações com o Ocidente.

A ponte, sublinhou, limita "a passagem dos navios pelo estreito de Kertch até aos portos ucranianos no Mar de Azov".

"O invasor necessitará da ponte quando tiver que deixar o mais rápido possível a Crimeia", afirmou Poroshenko, que advertiu que a carga contra a Rússia "por seus crimes internacionais está aumentando".


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