"São acontecimentos graves que não podemos banalizar" — Marcelo

Marcelo, que hoje acompanhou Marie-Louise Coleira Preca numa visita ao Santuário de Fátima, disse ter mostrado um documento à chefe de Estado maltesa que demonstrava que, no século XIX, havia apenas 20 portugueses em Malta.

O Presidente da República revelou que se sentiu "vexado" com a repercussão dos acontecimentos da véspera na academia do Sporting e alerta para o perigo de "escalada" que pode "destruir o desporto português".

"Não pode continuar sob pena de uma escalada que vai destruir o futebol português e desprestigiar cá dentro e lá fora".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que em Portugal "não pode haver dois 'Portugais', um Portugal que é estado de direito democrático e o outro que vive à margem do estado de direito democrático". "Esta acção colectiva não é um facto isolado, tem um contexto e conhecemo-lo bem: é o aumento da violência no desporto português, sobretudo no futebol profissional", disse, lembrando que essa realidade já levou a intervenções de responsáveis do sector, do Governo e inclusive da Assembleia da República, que realizou um debate sobre o tema.


"Para mim, uma coisa é óbvia: é que não podemos fazer de conta".

"Isto foi há muitos séculos e, de repente, houve uma quase inexistência de relações, houve exceções no século XIX e começo do século XX e foi preciso há 50 anos restabelecer as relações [após a independência do país em 1964]", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Ontem tive o sentimento de alguém que se sente vexado pela imagem projetada por Portugal no mundo. Vexado porque Portugal é uma potência, nomeadamente no futebol profissional, e vexado pela gravidade do que aconteceu", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Leiria. As buscas e as agressões ocorridas no dia 15 de Maio na Academia de Alcochete fazem com que o Presidente da República veja a presença ao lado de Carvalho como "um incómodo" e algo que "não é do inteiro agrado" do chefe de Estado, indica o Jornal Económico. Temos de travar a escalada.

À noite, um grupo de adeptos fez uma vigília em Alvalade para apoiar os jogadores.


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