Bispos chilenos que teriam acobertado abuso colocam cargo à disposição do Papa

O papa Francisco se dispôs a tomar medidas severas, fazer "mudanças e resoluções" dentro da Igreja do Chile, ao fim de três dias de reuniões no Vaticano após os escândalos por abusos sexuais cometidos por religiosos nesse país.

Na missiva, o papa reconheceu que os encontros com bispos foram marcados por "um discernimento franco diante dos graves acontecimentos que prejudicaram a comunhão eclesial e enfraqueceram o trabalho da Igreja no Chile nos últimos anos".

Três das vítimas foram recebidas, em separado, a 3 de maio, e pediram ao Papa que tome medidas.

O documento, divulgado pela emissora chilena T13 e confirmado como autêntico pelo Vaticano, contem parte das conclusões da extensa pesquisa conduzida pelo arcebispo de Malta, Charles Scicluna, e colocou uma pressão crescente nos bispos como um todo para que se demitam, já que Francisco disse que "ninguém pode se eximir e colocar o problema sobre os ombros dos outros".

"Estamos todos implicados, eu sou o primeiro", penitencia-se o papa, por ter ignorado outras denúncias de vítimas do padre Fernando Karadima, punido pelo Vaticano, um caso famoso no Chile. Eles pediram ao papa a adoção de medidas exemplares contra o religioso.


O pontífice argentino criticou implicitamente a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Entre os 34 bispos presentes, 31 em funções, figuram vários dos acusados??de terem encoberto durante décadas os abusos cometidos por Karadima, suspenso pelo resto da vida, depois de ser declaro culpado em 2011 por abuso sexual de menores de idade cometidos nas décadas de 1980 e 1990. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos.

Antes das reuniões cruciais, o bispo Fernando Ramos, secretário da Conferência Episcopal, e o bispo Juan Ignacio González expressaram á imprensa sua "dor e vergonha" e disseram estar dispostos a acatar as medidas tomadas pelo chefe da Igreja Católica.

Ainda em janeiro, enviou um alto funcionário do Vaticano ao Chile para investigar as acusações que recaíam sobre Juan Barros.

Não é a primeira vez que um pontífice faz um expurgo de tal magnitude por casos de abuso sexual.


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