IBGE: Falta trabalho para 27,7 milhões brasileiros

São consideradas subutilizadas as pessoas que estão desempregadas, as disponíveis para trabalhar mais horas, mas não encontram essa possibilidade, as que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego e as que procuraram, mas não estavam disponíveis para o trabalho. Já os pretos são 8,7% da população do país e 11,6% dos desempregados, segundo dados do IBGE. O contingente de 4,6 milhões de desalentados é maior em 278 mil pessoas em comparação ao do último trimestre de 2017o. Segundo os dados, Alagoas apresenta o maior número de pessoas que desistiu de buscar uma acomodação no mercado de trabalho. Na comparação anual, este indicador recuou nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste e ficou estável no Nordeste e Sudeste.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos). No quarto trimestre de 2017, o contingente era de 2,896 milhões.

A carteira assinada virou uma realidade para 386 mil trabalhadores no Estado, enquanto que no último trimestre do ano passado, 308 mil gozavam dos direitos trabalhistas no setor privado.

Foram divulgados indicadores trimestrais como taxa de desocupação, nível da ocupação, população ocupada, população desocupada, rendimento médio real de todos os trabalhos e taxa composta de subutilização da força de trabalho, seguindo recomendações internacionais da OIT - Organização Internacional do Trabalho.


No Brasil, a taxa foi de 24,1% para 24,7% no comparativo entre 2017 e 2018. "Mas o que puxou, principalmente, a taxa de subutilização da força de trabalho foi a população desalentada, que passou de 4,1 milhões para 4,6 milhões, um aumento de 12,4%", declarou. A taxa passou de 76,6% para 75,4%. O Nordeste seguiu com o menor patamar do país de empregos com carteira (59,7%). Na outra ponta, o Sul registrou o maior percentual (83,3%). Completam a lista os trabalhadores do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.281); da indústria (R$ 1.187); da construção (R$ 1.184); outros serviços (R$ 1.093) e alojamento e alimentação (R$ 938).

A taxa de desocupação, que já havia sido divulgada pelo IBGE, ficou em 13,1% no primeiro trimestre de 2018.

Mesmo sendo a maioria na população em idade de trabalhar (52,4%), as mulheres estão entre a maioria dos desocupados do país.

O IBGE mostrou que pretos e pardos são maioria entre os que desistiram de procurar emprego, respondendo por 73,1% do contingente total.


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